2019.09.21 | 19:08:04

Autor Tópico: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco  (Lida 1818 vezes)

Kerman

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« Última modificação: 2018.02.01 | 20:02:31 por Kerman »



kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #1 em: 2018.02.01 | 19:40:41 »
Será que podias fazer uma resenha do que foi falado?

pedro45

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #2 em: 2018.02.01 | 19:48:51 »
Por acaso assisti na TV e deixo algumas notas, as quais podem estar erradas, mas foi a minha percepção:

1 - A Sra apresentadora e o Sr apresentador demonstraram um grau de preparação igual ou inferior a zero.

2- O Sr Doutor Médico limitou-se a "despejar" a "cartilha do politicamente correcto"

3- O Sr representante da Tabaqueira defendeu bem as suas posições

4- A deputada Isabel Moreira mais uma vez "pôs o dedo na ferida" e como sempre defendeu o vaping de forma notável

5 - Os anónimos entrevistados na rua (como sempre) sabem nada sobre tudo,  pouco interessa se o assunto é tabaco, armas nucleares, vida extraterrestre, aquecimento global, etc, etc...

kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #3 em: 2018.02.01 | 20:59:19 »
Obrigado pela achega, aquilo é quase meia hora e hei-de ver quando tiver tempo.

É mais um bocado do mesmo, com o problema comum da capacidade que o público tem reter para os piores argumentos.

É sempre a mesma história, o moralismo paroquial disfarçado de cientismo populista.

Faz-me lembrar uma conhecida associação acerta da questão muito actual do cannabis terapêutico, que por via inalada nem pensar. Talvez achem que em supositório é uma via menos pecaminosa. É mais importante a via de administração que o alívio do sofrimento daqueles que têm doenças incuráveis e se pretende tratar.

Partilho o agradecimento à Dra Isabel Moreira, infelizmente um voz solitária porque tomates há poucos e na política parece que é mesmo preciso cortá-los.

Parece-me politicamente correcto ter sido retirado (pelo autor) o 2º link, por razões que não vou discutir aqui.

« Última modificação: 2018.02.01 | 21:08:47 por kasparovitscsh »

teckmedia

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #4 em: 2018.02.01 | 22:17:49 »
Enfim o nosso país ainda vai muito atrasado em termos de vaping a questão é sempre a mesma impostos ..

Muito sinceramente também não acredito muito que o tabaco sem combustão pegue moda principalmente devido ao investimento inicial



kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #5 em: 2018.02.01 | 22:50:05 »
O tabaco sem combustão parece-me uma boa opção para quem não se adapta ao vaping.

É um investimento inicial importante, mas se pensarmos em termos de saúde, não é assim tanto, especialmente se for diluído nos gastos anuais.

Contrariamente ao vaping, o tabaco sem combustão tem tido uma implantação bastante pacífica, em grande medida graças ao facto estar sujeito à mesma carga fiscal do tabaco.

Quanto a modas, o problema é sempre o mesmo, e que tanto agrada ao fiscalista, a facilidade com que se dá lume a um simples cigarrinho.

Pessoalmente, já experimentei e não gostei daquilo.
« Última modificação: 2018.02.01 | 22:53:55 por kasparovitscsh »

pedro45

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #6 em: 2018.02.01 | 23:33:23 »
Quanto ao investimento inicial é relativo: Um vaper pode gastar muito mais dinheiro, dependendo daquilo que compre. Quanto ao IQOS (mérito da Philip Morris) tem (na minha opinião) muito melhor imprensa do que os ecigs cujo grande erro é conter na sua designação a palavra "cigarro"

P.S. - Nunca experimentei e não vejo motivo para experimentar os IQOS

kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #7 em: 2018.02.02 | 21:04:33 »
Para um vaper faz pouco sentido o IQOS, já o mesmo não se pode dizer dos fumadores.

O ecig, pela ameaça ao monopólio do tabaco, e essencialmente por isso, que em Portugal representa 1500 milhões de euros anuais sugados pelo Estado, está condenado à má imprensa nem que tivesse a palavra "chupeta".

Jkgato

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #8 em: 2018.02.02 | 21:56:47 »
Chucha eletrônica era lindo hahahaha
Para mim o iqos não satisfaz e prefiro saber os líquidos que estou a por na chucha!


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kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #9 em: 2018.02.02 | 22:29:28 »
Atenção, cuidado! A OMS informa que a chucha electrónica pode ser mais nociva para a saúde que o tabaco. Descobriram que liberta vapores.

joaopss

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #10 em: 2018.02.04 | 00:09:11 »
O tabaco aquecido é uma moda que já conta com 70.000 utilizadores em Portugal, segundo dados da Philip Morris (visto no jornal da Sic ou Tvi).

O problema é que a Philip Morris é dona de meio mundo quando se fala de tabacos, para eles basta dizer que faz melhor que o tabaco usual, faz melhor mas faz mal na mesma. Quando se ouve falar de e-cigs, neste país, normalmente só se ouve a parte má. O problema para nós, são a falta de estudos e uns dizerem bem e outros mal, se faz assim tão mal, porque não há investimento em estudos por parte dos governos que comprove isso? Então, se está a "matar" tantos cidadãos...
a Philip Morris tem maneira de fazer os estudos , e certamente que não lhes interessa fazer estudos sobre e-cigs, a não ser denegrir a sua imagem para mostrar a sua opção.
« Última modificação: 2018.02.04 | 00:11:25 por joaopss »



kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #11 em: 2018.02.04 | 10:46:17 »
Mas repara que nem sequer é a parte má, é a desinformação.

O glicerol é a substância química produzida mundialmente em maior quantidade e com segurança perfeitamente demonstrada. É usada em culinária (é comestível e existe em muitos produtos alimentares que consumimos), cosmética, indústria farmacêutica, etc., etc. Já foram bem estudados os efeitos da inalação de vapores de glicerol em pessoas expostas profissionalmente e a única coisa que encontraram foi irritação das vias aéreas superiores em grandes exposições. Ninguém morre disso.

O PG tem também larga utilização há muitas décadas, incluindo bombas inalatórias para asmáticos e como veículo de muitos fármacos injectáveis. Aliás, há fármacos banais que são injectados na veia e têm até 70% de PG.

A nicotina é o que sabemos, um estimulante como a cafeína, mas altamente viciante e a única coisa que o fumador precisa. A OMS descobriu um artigo obscuro que diz que a nicotina pode ser promotora do cancro e não resistiu a referi-lo, se bem que apenas em nota de rodapé, nem sequer arriscou incluir a informação no texto. Para desinformação serve bem.

Os aromas podem produzir diacetil, responsável pelo "pulmão de pipoca". Acontece que nem todos os aromas produzem diacetil e a combustão do tabaco produz sempre e em muito maior quantidade. Apesar de tudo isso, os únicos casos descritos de "pulmão de pipoca" é em pessoas expostas profissionalmente ao diacetil.

Acresce que ao contrário do tabaco, queimado ou aquecido, nenhum componente do eCig é obrigatório e cada um põe o que quiser. Por isso é que há utilizadores que conseguiram deixar a nicotina, por exemplo, algo impossível com o tabaco.

O problema do tabaco é que o fumador é viciado pela nicotina e o que o mata é o que vai agarrado à nicotina (monóxido de carbono, alcatrão e condensados). O eCig substitui o monóxido de carbono, alcatrão e condensados, todos potencialmente mortais, por glicerol, PG e aromas em proporções variáveis e todos perfeitamente inócuos. A nicotina é purificada pelo menos a 99.9%, o que significa que quaisquer substâncias cancerígenas existentes no tabaco são reduzidas pelo menos 1000 vezes.

Só para terminar, em mais de 10 anos de uso do eCig e apesar da intensa perseguição científica, que é sempre bem vinda, ninguém conseguiu provar que o eCig está associado a nenhuma consequência grave para a saúde. Há quem diga que 10 anos é pouco e também há quem tenha estimado que são pelo menos precisos pelo menos 500 anos para um eCig provocar cancro...

Apesar de tudo isto, continuamos a ser desinformados, e ao que parece com enorme sucesso, com o argumento da ignorância que se tem mostrado tão eficaz desde a Idade Média.


Jkgato

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #12 em: 2018.02.04 | 11:44:15 »
E com essa desinformação e publicidade forte (agora vejo em quase todas as bombas de gasolina destaque ao iqos) vai a Philip Morrison trocando os fumadores por iquosadores mantendo assim o seu lucro igual.


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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #13 em: 2018.02.04 | 15:10:08 »
Já há muito tempo que este nível de imbecilidade andava afastado dos media. Mas o Público voltou, um dia destes, à carga:

https://www.publico.pt/2018/02/02/ciencia/noticia/os-cigarros-electronicos-tambem-danificam-adn-e-tem-sabores-toxicos-1801669

Depois, os fdp admiram-se por terem mau nome...
A melhor coisa que podes fazer por outra pessoa é inspirá-la.

kasparovitscsh

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Re: Discussão na Sic (Juntos á tarde) sobre Ecigs, Iqos e Tabaco
« Responder #14 em: 2018.02.04 | 15:38:42 »
Obrigado pela interessantes manchete do Público, caro Amazing. Começa-se a notar a falta de assinantes do jornal, realmente.

Pelos vistos, não são só os jornais que têm dificuldade em financiar-se, os meios académicos também.

O 1º artigo referido, da PNAS, ainda consegue concluir "Mesmo assim, os investigadores salientam que o vapor desses cigarros electrónicos é menos carcinogénico do que o tabaco convencional".

Já o segundo, da obscura Frontiers in Physiology (nada escapa ao Público), conclui doutamente que "os efeitos da inalação destes químicos na saúde são pouco conhecidos".

Seria cómico, se não fosse dramático, este segundo artigo ter descoberto que os aromas provocam "inflamação significativa dos monócitos", o que designam por "toxicidade química" e que por isso os sabores têm de ser regulamentados. Não deixa de ser interessante os sabores implicados serem canela, baunilha e manteiga (alguém usa a não ser acidentalmente para experimentar?).

O que falta ali, para aquilo ter algum interesse prático, que não a mera desinformação do já desinformado público, é saber quantas consultas médicas, internamentos, gastos em medicamentos, intervenções cirúrgicas e mortes resultaram da "inflamação significativa dos monócitos" nos mais de 10 anos de uso mundial do eCig. Ou essas consequências também são pouco conhecidas?

Não me dei ao trabalho (inútil) de ir ler as fontes para saber quem anda a financiar actividade académica inútil num mundo cheio de doenças à espera que alguém descubra alguma coisa útil. Se calhar bastava telefonar à Philip Morris, eles devem saber.
« Última modificação: 2018.02.04 | 15:53:16 por kasparovitscsh »