2019.04.25 | 13:42:31

Autor Tópico: BIBLIA DO VAPING ptVapers - Parte 2: O Cigarro Electrónico  (Lida 24635 vezes)

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BIBLIA DO VAPING  ptVapers
Parte 2: O Cigarro Electrónico
(Traduzido e adaptado de "The Wonderful World of Vaping: Version 2" por black_arrow)

Aqui vamos examinar o cigarro electrónico (ou vaporizador pessoal - VP), o device que vaporiza o e-líquido:
A. Componentes
B. Acessórios
C. Categorias e Modelos
D. Factores de Avaliação

A. COMPONENTES

Existem uma grande variedade de cigarros electrónicos, de  diversas formas e tamanhos. Qualquer que seja a sua forma ou tamanho, a maioria tem 3 componentes (alguns, apenas 2):


CIGARRO ELECTRÓNICO SMUKY®


1. Cartucho (ou cart)
– contém o material poroso (polyfill) que absorve o e-líquido e o deposita no atomizador.

Na maioria dos modelos, o cartucho e  o bocal (mouthpiece) estão integrados. Podem ter uma extremidade plana em forma de apito (como nos modelos 901) ou redonda (como nos modelos 510).


CARTUCHOS 901 E 510

A maioria dos cartuchos, não sendo muito eficaz a conduzir o líquido ao atomizador, como muitos vapers desejariam, alguns optam por fazer drip directo do líquido no atomizador. Recentemente,  apareceram drip tips especiais (bocais com um orifício onde o líquido é vertido directamente no atomizador), como alternativa ao uso do cartucho. Estas drip tips podem ser em metal, delrin (tipo de plástico), vidro ou outros materiais.


DRIP TIP EM METAL


2. Atomizador (ou atty)
– é um dos componentes mais importantes do e-cig. É ele o responsável por transformar o líquido, vindo dos cartuchos, em vapor, sabor e throat-hit.


ESQUEMA DE UM ATTY

O funcionamento e constituição do atty foi muito bem explicado pelo Arno da Awesome Vapor:

Citar
O atomizador é um tubo de aço inoxidável com uma câmara cerâmica (ou copo cerâmico) que contem uma resistência que aquece. Possui no topo uma banda de aço arcada (bridge) que protege a resistência. Tanto a bridge como a câmara cerâmica estão envolvidas por 2 a 3 camadas de uma malha de aço inoxidável. Esta malha e a fibra (pavio) asseguram que a resistência e a câmara cerâmica estejam sempre rodeadas de líquido. Quando activamos a bateria a resistência aquece e vaporiza o líquido. Nada arde, estamos apenas a "ferver" o líquido e inalar o vapor. É apenas líquido vaporizado! É importante que a resistência esteja saturada em líquido, se isso não acontecer, pode queimar resíduos e vir um sabor muito desagradável à boca e, eventualmente, queimar a resistência como se fosse um filamento de uma lâmpada incandescente.

Um factor muito importante  para a performance do atomizador é a sua resistência (medida em ohms). Usando a mesma bateria, quanto mais baixa for a resistência do atty, maior a intensidade do vapor (ah, e maior risco de queimar o atomizador).

A maioria dos e-cigs super-minis têm bridge exposta, o que é vantajoso para dipping (explicado noutro capítulo). Já a maioria dos minis e penstyle possuem uma bridge não exposta, colocada dentro de um tubo, sendo mais aconselháveis para dripping.


EXEMPLO DE ATTYS COM BRIDGE EXPOSTA / NÃO EXPOSTA

Também podemos dividir os atomizadores em: atomizadores de bridge baixa (mais eficazes com cartuchos) ou de bridge alta.


2 VERSÕES DE ATTY DO DSE901: BRIDGE BAIXA / BRIDGE ALTA


3. Baterias
– recarregáveis de lítio, que alimentam o atomizador. É este componente, em especial, que varia muito em forma e em tamanho. O mesmo modelo de e-cig pode ter várias versões, com baterias maiores ou mais pequenas.


3 DIFERENTES TAMANHOS DE BATERIAS DA SÉRIE M400

Numa nova categoria de e-cigs, temos as baterias “fat” (afastando-os do formato do cigarro convencional), são mais largas e  possuem maior capacidade. Como exemplo desta classe temos a bateria do eGo. Outro conceito de e-cig são os Mod's que, normalmente, usam baterias genéricas e podem aceitar várias combinações destas baterias.


BATERIA DO EGO / MOD GGTS COM DIFERENTES OPÇÕES DE BATERIAS

Os 3 factores mais importantes na performance das baterias são:

a) Voltagem
A maioria das baterias dos e-cigs possuem uma voltagem entre 3,2 a 3,7 V (no entanto, uma bateria de 3,7V, totalmente carregada, pode, no inicio, debitar até 4,2V).


DIFERENTES VOLTAGENS DE DIFERENTES BATERIAS

Alguns Mod’s (descritos mais à frente) são de 5V ou de 6V ou até de voltagem variável.
Com o mesmo atomizador, quanto maior for a voltagem, maior a intensidade do vapor (e maior o risco de queimar o atomizador).


b) Miliamperagem / hora (mAh)

Determina o número de “vaporadas” possíveis, antes de a bateria necessitar de ser recarregada.
Nas baterias mais finas (de modelos, mais ou menos, parecidos com um cigarro convencional) vão desde 90 a 280 mAh.


DIFERENTES mAH DE DIFERENTES BATERIAS

Nas baterias “fat”, por exemplo, as dos primeiros eGo têm 650 mAh.
Em Mod’s maiores, esta capacidade pode ascender até aos 4000 mAh.

c) Switch (maneira como a bateria  é accionada)
Originalmente, a maioria das  baterias dos e-cigs tinha um switch automático (activado, por exemplo, por sucção  no bocal do e-cig, por som ou por movimento). Hoje em dia, e em número  crescente, temos as baterias de switch manual (activadas pela pressão de um  botão no aparelho).


SWITCH AUTOMÁTICO / SWITCH MANUAL


Uma bateria de switch manual, se  bem implementado, diz-se produzir uma experiência de vaping mais fiável e  controlado. Estão a tornar-se mais populares estas baterias, pois permitem dar uma vaporada tão longa quanto nos apetecer e parecem sofrer de menos avarias.   

* Habitualmente, também existe  um led luminoso no final da bateria, simulando a ponta acesa de um cigarro convencional e, indicando quando o switch da bateria está ligado ou desligado  (muitas vezes, podemos escolher a cor dos leds – vermelho, azul, etc). Na  maioria das fat batts, em vez do led no fundo da bateria, o botão acende quando  pressionado. 


DIFERENTES LEDS

As cores mais típicas do e-cig são  o preto (mate ou brilhante), branco e prata/cromado/platina/aço inox (de facto,  todos são inox, no entanto, uns mais brilhantes que outros - por ex. titânio não  é sinónimo que seja feito de titânio). Até existem e-cigs vermelhos, azuis, verdes, rosa…e alguns ainda possuem vários desenhos e inscrições.


EXEMPLOS DE CORES E INSCRIÇÕES

* MODELOS DE 2 COMPONENTES


MODELO DE 3 COMPONENTES / MODELO DE 2 COMPONENTES

Depois do modelo clássico de 3 componentes, apareceu um novo conceito de cigarro electrónico, com apenas 2 componentes: bateria + cartucho e atomizador integrados e descartáveis, combinados num único acessório: cartomizador. Nasceu assim o cartomizador KR808D-1. Este cartomizador apareceu com o intuito de armazenar e fornecer o líquido ao atomizador de uma forma mais eficiente.


ESQUEMA DO CARTOMIZADOR

Assim, o KR808D-1 passou a ser considerado um dos cigarros electrónicos mais simples e convenientes de usar. Não era necessário manipular o e-líquido (apesar de poder ser feito). Bastava carregar a bateria, enroscar um cartomizador pré-cheio e vaporizar. Hoje em dia, os cartomizadores estão mais desenvolvidos e  cada vez mais ganham o estatuto de recarregáveis (obrigando assim, a quem queira, a manipular o e-líquido, para os encher).


SIMPLICIDADE DE USO

A menor dimensão do cartomizador tornou possível a inclusão de uma bateria maior e potente – do mesmo tamanho que num penstyle - mas de comprimento total igual aos populares e-cigs minis. Além disso, a bateria do KR808D-1 era uma bateria de 3.7V "reais" - voltagem superior à dos penstyle e até dos eGo.


COMPARAÇÃO KRD808D-1 COM MINI E PENSTYLE

Devido à sua simplicidade e eficiência, os cartomizadores estão já disponíveis para outros modelos de e-cigs, como por exemplo, para o popular 510 e para o eGo.


CARTOMIZADOR 510 / CARTOMIZADOR eGo

O Michael Mullins da Digital Ciggz produziu um bom vídeo para iniciantes, com o qual vos deixo!

« Última modificação: 2011.08.02 | 01:02:31 por black_arrow »

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Re: BIBLIA DO VAPING ptVapers - Parte 2: O Cigarro Electrónico
« Responder #1 em: 2011.07.30 | 02:25:25 »
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Parte 2: O Cigarro Electrónico
(Traduzido e adaptado de "The Wonderful World of Vaping: Version 2" por black_arrow)

Aqui vamos examinar o cigarro electrónico (ou vaporizador pessoal - VP), o device que vaporiza o e-líquido:
A. Componentes
B. Acessórios
C. Categorias e Modelos
D. Factores de Avaliação

B. ACESSÓRIOS

Como anteriormente mencionado, o "calcanhar de Aquiles" dos e-cigs com formato parecido ao cigarro convencional, é a necessidade de recarregar frequentemente as baterias. A maioria dos kits de iniciante incluem 2 baterias (e um carregador USB e/ou de tomada), para que consigamos carregar uma enquanto estamos a vaporizar com a outra.
Quando não temos acesso ao carregador:

1. Com o computador ou portátil, podemos usar uma passthrough USB (PT), disponível para a maioria das baterias mais pequenas (também já existe para algumas fat).


PASSTHROUGH BLOOG

Isto dá-nos uma constante carga (e muitas vezes, maior voltagem) ao atomizador, não sendo necessário recarregar. As passthroughs directas dão-nos até 5V, aquelas com uma bateria em carga dão-nos 3,7V. A PT é parecida e trabalha como a bateria do e-cig portátil, apenas com um cabo ligado numa porta USB do computador. A maioria da PT's são de switch manual, no entanto, existem alguns modelos de switch automático.

Uma PT pode ser ligada a uma tomada de parede (obtendo assim 5V) usando um adaptador de alta amperagem, que pode ser adquirido em algumas lojas. Estes adaptadores funcionam em qualquer PT (ou carregador USB) existente.


ADAPTADOR USB / TOMADA

2. Quando estamos fora de casa e longe do PC, podemos usar uma PCC (personal charger case). A PCC carrega uma das tuas baterias e armazena outra bateria ou um e-cig montado, ou cartomizadores extra, etc, etc...(dependendo do modelo).


PCC BLOOG

A PCC é o teu carregador portátil para as baterias do e-cig. Quando a bateria com que estás a vaporizar termina, basta trocá-la com a bateria entratanto recarregada na PCC, mesmo estando longe de uma tomada ou computador. Assim, a cada 2 ou 3 horas (dependendo dos mAh da bateria e da tua intensidade de vaporização), tiras a PCC do bolso ou da mala e trocas de bateria, sendo muito similar ao retirar um cigarro de um maço e acendê-lo. Isto vai garantir-te carga suficiente para, normalmente, vaporizares todo o dia e carregares a PCC enquanto dormes.

3. Na estrada, podes carregar a tua bateria extra usando um carregador de isqueiro.


CARREGADOR DE ISQUEIRO

Outra alternativa para carregar a bateria no carro ou usar uma passthrough será usar um adaptador de 2 amperes USB / isqueiro, disponível também em várias lojas. Funcionará com qualquer PT ou carregador USB.


ADAPTADOR USB / ISQUEIRO

Outro tipo de acessórios (estojos de transporte, caixas de armazenamento, adaptadores para ligar diferentes modelos de atomizadores às baterias) vão ser falados mais adiante.

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Re: BIBLIA DO VAPING ptVapers - Parte 2: O Cigarro Electrónico
« Responder #2 em: 2011.07.30 | 02:25:39 »
BIBLIA DO VAPING  ptVapers
Parte 2: O Cigarro Electrónico
(Traduzido e adaptado de "The Wonderful World of Vaping: Version 2" por black_arrow)

Aqui vamos examinar o cigarro electrónico (ou vaporizador pessoal - VP), o device que vaporiza o e-líquido:
A. Componentes
B. Acessórios
C. Categorias e Modelos
D. Factores de Avaliação

C. CATEGORIAS E MODELOS

A maioria dos e-cigs pertence a uma de 7 categorias (baseadas no comprimento, forma e capacidade):

1. Super-Minis
2. Minis
3. Penstyles
4. Cigars e Pipes (Charutos e Cachimbos)
5. Mods
6. Fat Batts
7. Juice-fed Mods


CATEGORIAS DE E-CIGS 1 A 6


1. SUPER-MINIS

Os mais pequenos cigarros electrónicos (84-103 mm), de tamanho e forma igual a um cigarro analógico king-size ou 100's. Devido a isto, são, muitas vezes, os mais apelativos a um ainda fumador. No entanto, como possuem, obviamente, um atomizador e bateria mais pequenos (90-120 mAH), não são tão eficientes como as outras categorias. Todos, com excepção do RN4081, têm atomizadores com bridge exposta.


CIGARRO "KING SIZE" / SUPER-MINI

Os modelos incluem:
  • 84 mm (o mais pequeno e-cig): o DSE084 (aka 8084), mostrado em 1º lugar da foto abaixo.
  • 89 mm: o Joye306a, o M403, e o blu silver/preto, mostrado em 2º lugar da foto.
  • 98 mm: o Joye306 (aka Janty Mini Fogger) e o M402, nenhum deles mostrado na foto.
  • 103 mm: o DSE103 e o RN4081 (vendido, por exemplo, com o nome de Njoy Npro), são os super-minis mais compridos e já muito próximos do modelo mais curto da próxima categoria.


SUPER MINIS E MINIS

NOTAS: Apesar das baterias 306 e 306a serem de baixa capacidade, o atomizador 306 está a ganhar crescente popularidade com o seu uso em modelos 510 (como o eGo), já que são compatíveis com a rosca 510.
Actualmente, já existe outro device do mesmo tamanho que o 8084, o epuffer Colibri e outro ainda mais pequeno (82 mm), o liberro Realis!

2. MINIS
Possuem um comprimento médio (108-118 mm), um bocadinho maiores que os cigarros analógicos 100's. Possuem uma boa relação performance / facilidade de uso, sendo assim extremamente populares. Os 2 modelos mais curtos possuem bridge exposta, nos outros a bridge é não exposta.


MINI

Os modelos incluem:
  • 108 mm: o DSE108 (mostrado em 3º lugar da foto acima) e o M401 (mostrado em 4º lugar da foto acima).
  • 112 mm: o Joye510 (o mais popular entre membros de fóruns, mostrado em 5º lugar da foto acima). Na altura, este modelo veio oferecer produção de vapor incomparável e uma bateria de switch manual, permitindo um maior controlo da vaporização e tornando-o o mais fiável na classe de e-cigs parecidos com cigarros analógicos. A sua única limitação seria, na altura, a bateria de 180 mAh, que levava a que tivesse de ser frequentemente carregado. Foi por causa disto que foram criados os Fat Batts (6ª categoria), assim, os primeiros a aparecer foram baseados no atomizador 510.
  • 117 mm: o KR808D-1, usando em cartomizadores e tornando-o no modelo mais simples e conveniente, com uma bateria potente e, de relativa, alta capacidade (pode ver-se na 1º foto da "resposta" a este tópico, com as cores silver/vermelho).
  • 118 mm: o DSE901 foi um dos primeiros e-cigs de todos (último da foto acima). Até há bem pouco tempo, era um dos mais recomendados aos novos vapers e ainda continua a ser uma boa escolha, especialmente para aqueles que procuram uma bateria automática. O modelo RN4075 é, virtualmente, idêntico, mas tem uma low bridge.




3. PENSTYLES

Possuem o tamanho mais comprido (155 mm), o mesmo tamanho de uma caneta (pen), daí o nome. Foram também dos primeiros modelos a aparecer e possuem uma bateria de 280 mAh, dando assim mais 55% de vaporadas por bateria que os Minis (exceptuando o KR808D-1).


PENSTYLE

Os modelos incluem: o DSE801, o RN4072, o Joye302, o BE112 (são todos compatíveis e de aparência idêntica) e o M201 e o Janty Kissbox. O 801 possui um atty de bridge alta, os outros são de bridge baixa.

Há também muitos modelos de e-cigs que não se enquadram nas 3 categorias acima descritas e divididas por tamanhos. Houve assim, a necessidade de se criarem diferentes categorias, que passo a descrever.

4. CIGARS e PIPES (CHARUTOS E CACHIMBOS)
Nesta categoria, estão os e-cigs que imitam os charutos (Cigars) e os cachimbos (Pipes). Se tu és um fumador de charuto ou cachimbo estas são as escolhas óbvias. No entanto, ainda não são tão eficazes como os devices das próximas 3 categorias, estando a decrescer em popularidade.


e-CIGAR / e-PIPE

NOTA: Como os charutos e cachimbos electrónicos, são compartimentos que levam baterias genéricas, poderiam ser incluídos na próxima categoria, no entanto, são considerados numa categoria à parte.

5. MODS
Os mod's são compartimentos especiais para baterias genéricas de alta voltagem ou alta miliamperagem, para que possam ser usados com atomizadores ou cartomizadores. A maioria dos mod's foi fabricada nos Estados Unidos ou na Europa, recentemente, a China começou também a produzi-los. São chamados de "MODS", pois muitos começaram como modificações caseiras, na tentativa de solucionar as maiores falhas dos cigarros electrónicos parecidos aos analógicos, as baterias! Como exemplos temos o Joye/Janty Stick, o Screwdriver e o Prodigy (as primeiras versões destes 3 são mostradas na imagem inicial, ordenados da esquerda para a direita). A maioria dos mods são grandes e tubulares, mas alguns podem ser relativamente pequenos, em forma de caixa, ou até de forma mais estranha.


MODS VARIADOS

Na imagem seguinte, podemos ver os tipos de baterias mais usadas em mods. Os mods de 6V usam 2 baterias de 3.0V, os de 5V usam as mesmas 2 baterias mas com a adição de um regulador ou resistor.


BATERIAS GENÉRICAS MAIS USADAS EM MODS

Os primeiros 2 dígitos na nomenclatura das baterias representam o diâmetro em milímetros, os segundos 2 números o comprimento, e o último zero indica que são de forma redonda. Assim, a 16340 é curta mas larga (16 x 34 mm), a 10440 é comprida e delgada (10 x 44 mm) e a 18650 é maior em qualquer das dimensões (18 x 65 mm).

6. FAT BATTS
É uma categoria recente, sendo o primeiro exemplo desta categoria de e-cigs o Joye eGo (também vendido como Tornado) - uma única bateria desenhada para o atomizador Joye 510, acompanhada de um cone protector para o atty e um botão manual no centro de um anel prateado. O resultado foi um vaporizador pessoal de 14 mm de diâmetro e 118 mm de comprimento, cerca de 50% mais largo que o mini 510, mas apenas um pouco mais comprido. A bateria é de 650 mAh - capacidade significativamente maior que qualquer das baterias mais delgadas - e dá-nos a maioria das vantagens de um Mod mas com um tamanho muito mais reduzido. Os seus 3.4V são apenas um pouco acima dos 3.2V das baterias do 510.


JOYE eGo

Outros fat batts foram aparecendo. Para o atty 510: o Riva 510 com baterias de 750 mAh e o Hello 16 com baterias de 1300 mAh...e as versões Mega para o eGo/Tornado (o mega eGo com baterias de 900 mAh e o mega Tornado com baterias de 1000 mAh). Para os cartomizadores KR808D-1 e attys 901: o Riva 901 com baterias de 750 mAh e o Elegant Easy também com baterias de 750 mAh. Muitos outros modelos fat batts apareceram e continuam a aparecer nos dias de hoje, com baterias de diferentes mAh e voltagem.


VÁRIOS FAT BATTS


7. JUICE-FED MODS

A maioria dos vapers incluem esta categoria numa subcategoria dos MODS, mas como possuem características tão particulares podem ser incluídos nesta categoria separada.
Substituem os cartuchos (pouco eficazes) e o tempo perdido em dripping ou dipping, sendo assim o futuro da vaporização, juntamente com os cartomizadores.

O 1º juice-fed mod comercialmente disponível foi a Carlos Juice Box: uma inovação e vencedor do prémio "Vapy Award" para melhor mod caseiro. Possui uma bateria 18650 de 2600 mAh e uma garrafa de 10 ml de e-líquido! Ao carregar no botão no lado da caixa, esta injecta o juice no atomizador. Era, no entanto, muito grande, problemática e pouco atraente.


CARLOS JUICE BOX

Durante o mesmo período de tempo, o Imeo desenvolveu o caro produto conhecido como AFS (automatic feeding system - sistema de alimentação automático) para usar nos seus mods tubulares GG, estando agora já disponível para a maioria dos outros mods. O AFS era enroscado entre a bateria e o atomizador, e criava assim um vaporizador pessoal bastante comprido e largo.


AFS (AUTOMATIC FEEDING SYSTEM)

Mais recentes e baratos são os juice-fed mods em formato de caixa, com baterias 14500 de 900 mAh, o MrPuffer e a WetBox, usando uma garrafa de 3 ml de e-líquido.


MRPUFFER / WETBOX

Baseado no box mod em madeira da Nhaler, Phidias Woodimus, apareceu depois um modelo um pouco mais caro, o Reo. Este usava baterias 18650 de 2600 mAh (entretanto, já existe o Reo Grand e o Reo Mini, dois dos mais conhecidos e elogiados box juice-fed mods).


REO GRAND / REO MINI

E também já temos produção portuguesa. Aqui deixo, como reconhecimento a estes membros do ptVapers as imagens dos devices por eles produzidos.


WKUSB by z3r0_b00t3r
DU BOCAGE by nebula
« Última modificação: 2011.07.30 | 14:03:02 por black_arrow »

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Re: BIBLIA DO VAPING ptVapers - Parte 2: O Cigarro Electrónico
« Responder #3 em: 2011.07.30 | 02:25:56 »
    BIBLIA DO VAPING  ptVapers
    Parte 2: O Cigarro Electrónico
    (Traduzido e adaptado de "The Wonderful World of Vaping: Version 2" por black_arrow)

    Aqui vamos examinar o cigarro electrónico (ou vaporizador pessoal - VP), o device que vaporiza o e-líquido:
    A. Componentes
    B. Acessórios
    C. Categorias e Modelos
    D. Factores de Avaliação

    D. FACTORES DE AVALIAÇÃO
    O cigarro electrónico é avaliado - em inúmeras reviews escritas e em vídeo - usando 6 critérios principais:

    1. VAPOR - desde produção de vapor volumosa (ainda maior do que num cigarro analógico) a névoa fraca.

    2. SABOR - sabor completo (full flavour), brando, queimado, áspero...

    3. THROAT HIT (TH) - pode ser definido como a sensação na garganta aquando da inalação do vapor. É comparado com a sensação sentida na 1ª passa num cigarro convencional, após uma hora sem fumar. Pode ir desde inexistente até "ligeira comichão" ou um "arranhar forte".



    4. DRAW - é definido como a força de sucção que temos de fazer para aspirar o vapor. Pode ser comparado a sugar ar por uma palhinha (draw fácil)... ou por um batido muito espesso (draw difícil).


    5. TEMPO DE VIDA DA BATERIA
    - por um lado, é o tempo de vida de uma bateria até morrer completamente, por outro lado e muito importante também, é o tempo (nº de vaporadas) até que necessite de ser recarregada. Isto é determinado pelos mAh da bateria.


    6. SWITCH
    - é o responsável por ligar e desligar a bateria. Como vimos, pode ser automático ou manual. Cada um é avaliado de diferente forma:

    - Automático: alguns são supersensíveis (ligando com movimento exterior ou som, por exemplo, numa discoteca), muitos possuem cutoffs automáticos (após 3-10 segundos), outros não são fiáveis de todo.

    - Manual: avalia-se, principalmente, a posição, durabilidade e fiabilidade do botão.


    NOTA:
    Outros factores do e-cig que muitas vezes são avaliados e criticados são: a fiabilidade e consistência, capacidade de e-líquido dos cartuchos ou cartomizadores, tipo e efectividade do atomizador, aparência, preço, fiabilidade / serviço de apoio ao cliente, a sensação do e-cig na mão e até a embalagem onde vem.

    * VOLTS, OHMS e WATTS

    Os 3 primeiros factores de avaliação (vapor, sabor e throat hit) são dos mais importantes e são determinados, principalmente, pelos atributos do e-líquido (explorado na parte 3 deste guia), mas também pela potência (medida em watts) do e-cig. Até há bem pouco tempo, a maioria dos vapers e dos vendedores pensava apenas na voltagem da bateria (medida em volts). No entanto, é igualmente importante a resistência do atomizador / cartomizador (medida em ohms).
    Assim, a potência da vaporização ("os watts") podem ser calculados usando uma fórmula da LEI DE OHM:

    Watts = Volts x Volts / Ohms

    ou seja
     
    Potência (da vaporização) = Voltagem2 (da bateria) / Resistência (do atomizador / cartomizador)

    Assim, por exemplo, com um atty 801 standard de 3.5 ohms numa bateria de 3.7V vai gerar 3.7 X 3.7 / 3.5 = 3.9 watts  :( !! Já um atty 510 standard de 2.3 ohms numa bateria de 3.2V vai ter uma performance um pouco melhor, gerando 4.5 watts (isto fez com que aumentasse a produção de vapor e tornou este atty muito popular).

    No entanto, a maioria dos vapers encontram o seu "sweet spot" entre os 6-8 watts.
    Antes de 2010, apenas os mods de 5V poderiam dar tal sweet spot, daí a popularidade alcançada pelos mods de alta voltagem.
    Em 2010, com o aparecimento dos attys / cartos LR (Low Resistance - baixa resistência) consegue-se simular uma vaporização a altas voltagens e atingir o sweet spot de muitos vapers. Estes acessórios LR apenas devem ser usados em baterias de, pelo menos, 650 mAh - nos fat batts ou em mods. Se usados em baterias com menor mAh, vai diminuir em muito o tempo de vida da bateria.
    Os primeiros attys LR que foram surgindo eram de 1.5 ohms, mas, ultimamente já vão aparecendo cada vez mais os de 2.0 ohms, 1.8 ohms, etc.

    Por exemplo, com um atty 510 LR de 1.5 ohms, numa bateria eGo a 3.4V já vai gerar 7.7 watts.

    Aqui estão as resistências dos atomizadores mais populares:
    • 1.5 ohms: attys LR (306, 510, 801 e 901)
    • 2.0 ohms: outros attys LR (mais recentes) (306, 510 e 901)
    • 2.2 ohms: atty 306 (agora também usado no eGo e noutros fat batts)
    • 2.3 ohms: atty 510 (também usado no eGo e noutros fat batts)
    • 2.5 ohms: atty 801 semi-LR e atty 510 HV
    • 3.0 ohms: cartomizador KRD808D-1
    • 3.5 ohms: atty 801 (penstyle) e atty alternativo HV 510 (para mods a 5V)
    • 3.7 ohms: atty 901 (mini)
    • 4.5 ohms: attys HV (para mods de 6V)
    • 5.2 ohms: attys HV ou VHV (para mods de 7.4V)

    NOTA:
    Não precisas de memorizar a resistência dos vários atomizadores e fazer muitos cálculos. Tens aqui uma tabela para te ajudar - clica nela para abrir em tamanho maior!



    Outra hipótese será utilizares uma das muitas calculadoras online disponíveis para a lei de Ohm - basta inserires a voltagem da bateria e a resistência do atty / carto para obteres a potência de vaporização. Aqui tens alguns exemplos dessas calculadoras:
    http://www.energylabs.com.br/el/calculadora/ohmlaw
    http://www.calculatoredge.com/enggcalc/ohm%27s-law-calc.html




    CONTINUAÇÃO - PARTE 3: O e-LÍQUIDO

    « Última modificação: 2011.08.05 | 00:29:55 por black_arrow »